Acabei de ler uma notícia sobre os juros indo a 15,5% e o dólar girando em torno de R$ 5,70 até o governo "se estabilizar", segundo um grande banco do exterior. Fiquei pensando em algumas ideias e queria saber o que vocês também acham.
Pensei no governo entregando a economia para o Alckmin, deixando-o realmente à frente dessa área. Em outras palavras, qualquer autoridade ou agente do mercado passaria a conversar com Alckmin e seus ministros, e não com Lula. Não é só colocar Alckmin para falar de economia, é colocar Alckmin para realmente ficar com a economia. Alckmin, nesse sentido, exerceria o papel de presidente na área econômica. Quem sabe até a alcunha de "presidente da economia" ou algo do tipo possa ser votada. Seria até interessante em futuras eleições, se parar pra pensar. Eu sei que Alckmin não é um cara da economia, mas é alguém que tem uma imagem pública razoável de austeridade já há muitas décadas e que, ao contrário de um ministro, não pode simplesmente ser demitido pelo Lula. Nesse cenário, Alckmin teria seu próprio ministro da Economia (ou seja, algum Mantega, Haddad, Paulo Guedes ou qualquer outro sinônimo para esse sujeito) com expertise técnica de verdade para dar entrevistas e coordenar a equipe. Alckmin teria a função de dizer "eu quero ir do ponto A ao ponto B", e quem traça a rota e pavimenta as estradas é o ministro da Economia.
O ponto é que um cara apenas como ministro é instável, pode ser trocado se Lula se estressar com o mercado.
Acho essa pauta importante porque eu, como leigo, entendo que a economia vai pesar bastante nesse governo, ainda mais com os reflexos das crises que estamos vendo na Europa por conta do alto custo de vida. Na minha visão, não temos muitas alternativas que representem uma relação de benefícios para ambos os lados (+/+). Essa proposta seria, em última análise, uma relação +/0. Beneficia o mercado (+) e tira das costas do Lula a responsabilidade por um dos grandes problemas desse ciclo 2027-2030. A razão de eu considerar o lado do governo como (0) é que, apesar dessa vantagem, perder o controle da pasta econômica também significa perder um enorme poder de barganha na mesa de negociações.
A regra pode até ser quebrada, e Lula obviamente teria sempre o poder de puxar o tapete, mudar as regras e tomar para si a pasta inteira. Para tentar evitar isso, pensei numa articulação com a base aliada e a oposição para aprovar uma PEC que permitisse ao Alckmin assinar tudo que fosse de competência da área econômica. O que exatamente entraria nessa área poderia ser previamente acordado, com orientação de uma comissão econômica mista, formada por governo e Congresso.
Foi o melhor que consegui pensar de uma maneira constitucional, que em tese teria interesse mútuo e poderia ser negociada politicamente, embora eu não saiba até que ponto seria viável juridicamente. A ideia seria ao menos dar um respiro diante da hipotética crise que a notícia menciona.
O que vocês acham? Passei alguns minutos escrevendo isso e tô curioso com a opinião do sub. Faz algum sentido ou estou viajando? O título foi clickbait, provavelmente nao é a melhor, mas foi o meu pensamento de chuveiro de hoje.